Nos dias 16 a 22 de março houve em Istambul o 5° fórum mundial da água. O fórum, que foi organizado pela CMA (Conselho Mundial da Água), contou com uma estimativa de 25 mil participantes, dentre eles lideres políticos, especialistas, grandes empresas e ONGs.
Um dos temas tratados pelo fórum foi a água como um direito humano. Seria tornar oficial a necessidade básica de água e saneamento básico de todo ser humano e por nos direitos humanos da ONU. Entretanto não houve consenso.
Vários países como a Venezuela foram contra e outros como o Brasil tiveram medidas intermediária que botava a água como direito básico. No fim um grupo de 25 países assinou uma declaração alternativa que botava a água como direito humano. Ainda que, o Brasil, EUA e outros países tenham bloqueado a tentativa de voltar a debater esse tema ainda em 2008. Ou seja, já era um debate com posições formadas.
Não se trata do resultado, mas sim da posição do Brasil. Um país governado por um presidente preocupado com qualidade de vida da população e o meio ambiente não é coerente com a negação tão veemente dessa proposta. Por a água como direito humano iria, por exemplo, facilitar a entrada de água no nordeste brasileiro.
O fato é essa possibilidade de interferência externa que ocorreria dentro de um cenário onde água constaria nos direitos humanos iria ser negativa para o governo em diversas formas e não é a melhor solução para nossos problemas com água. Estamos em um país que tem por volta de 13% da água do mundo e 3% da população o que nos deixa em uma situação geograficamente mais confortável que o resto do mundo (a Europa, África e Ásia que possuem 6/7 da população mundial só possuem por volta de 55% da água, por exemplo).
Intervenções geridas por má administração ou a escassez de outro país faria nossa água simplesmente sair sem gerar lucro e ainda pior isso poderia acarretar num descaso do resto do mundo com nossa água, dando fim também às nossas fontes.
Pensar em uma crise mundial como fim de um sistema é também pensar na formação do próximo. Um tema em alta e mais importante altamente lucrativo é o meio ambiente. A escassez da água vai pressionar o mercado a valorizar a água sendo assim, o Brasil iria segurar no território um poder político muito grande.
A prova dessa valorização é por exemplo o que ocorre no Canadá, que já exporta água para os EUA. Desvios de canais que inclusive já foram oferecidos para o Brasil. É lógico que ainda não é viável para nós esse tipo de operação, mas quando (e se) resolvermos nossos problemas políticos que geram a má distribuição e o desperdício da água forem resolvidos, e estivermos em um sistema econômicos que põe alto valor na água poderemos não só usá-la como produto, mas também usá-la para gerar diferenciação na produção de alimentos e carne, podendo gerar maior lucros em diversas áreas já tipicamente brasileiras.
É claro que tudo isso depende de uma boa administração, mas por agora o ponto de recusar aceitar a água como direito humano foi um ato correto. Por como direito básico, ou seja, responsabilidade do país dar água e saneamento básico a todos, mas sem intervenções internacionais é a atitude mais sensata que o governo Brasileiro podia ter. Não por uma questão de lucro e egoísmo, mas sim de sobrevivência, os problemas que temos por enquanto no Norte Africano e Sudeste Asiático (locais mais afetados pela falta de água) são ainda majoritariamente políticos e a solução pode e deve vir por vias diplomáticas e ações mundiais de teor mais político e menos econômico.
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Muito legal Luiz! sempre que tiver coisa nova me avisa! beijos!
ResponderExcluirLuiz,
ResponderExcluirGostei.
Acho um bom tema para ser estudado.
muito bom mesmo,parabéns!
ResponderExcluirAinda o Lula assina que a água não é um direto humano ;/ e sim mercadoria? ke triste T.T
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