Os inícios
(L.A. Lianza)
Em formosas noites distantes
No alto de vários mil anos
Faz-se a realidade, a criação
E do movimento faz o estático
E do estático o sofrimento
E do sofrimento o artista
E do artista a arte
Dessa ultima surgem as formosas noites distantes
No alto de vários mil anos
Faz-se a realidade, a criação
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Uma poesia
Que fazes, amigo?
(L.A. Lianza)
Quando a pena já se cala
Os ventos do poeta não sopram mais
A... que saudade das rubricas
Macias e sedosas, a pena
Ondulantes e ilegíveis
Falavam da dor de ter dor
Ali na terra de meu senhor
A jovem que hoje chora
Ontem já cantou
E foi nesse samba
Que a inexpressiva aluna desejou seu alento
Nos céus azuis e mares marrons
Os versos longos e arritimados
Cantam aves que não sei o nome
Mas saberei, pois
Um dia, Manuel,
Eu também tomarei felicidade!
E alucinado veria a jazz-band
Na gorda da sexta feira.
Mas hoje ainda tomo tristeza
Ainda leio o diário de Maria Bashkirseilahoque
E lamento a lápide que me habita nesses versos grandes
(L.A. Lianza)
Quando a pena já se cala
Os ventos do poeta não sopram mais
A... que saudade das rubricas
Macias e sedosas, a pena
Ondulantes e ilegíveis
Falavam da dor de ter dor
Ali na terra de meu senhor
A jovem que hoje chora
Ontem já cantou
E foi nesse samba
Que a inexpressiva aluna desejou seu alento
Nos céus azuis e mares marrons
Os versos longos e arritimados
Cantam aves que não sei o nome
Mas saberei, pois
Um dia, Manuel,
Eu também tomarei felicidade!
E alucinado veria a jazz-band
Na gorda da sexta feira.
Mas hoje ainda tomo tristeza
Ainda leio o diário de Maria Bashkirseilahoque
E lamento a lápide que me habita nesses versos grandes
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Você ja se pegou pensando em mim?
Você já se pegou pensando em mim? Sabe, naqueles momentos que a nossa mente entra no automático, quando estamos prestes a dormir ou fazendo algo que não precise de concentração ou prenda nossa atenção.
Dizem que quanto mais você tem esse tipo de pensamento sobre uma pessoa mais você gosta dela, ou mais você se importa com ela (bem ou mal). Eu queria saber sinceramente, você já se pegou pensando dessa maneira em mim?
É só curiosidade, não é nada ligado a amores e tristezas. Não busco descobrir com isso se você me ama ou me odeia. É só curiosidade... Você já se pegou pensando em mim?
Dizem que quanto mais você tem esse tipo de pensamento sobre uma pessoa mais você gosta dela, ou mais você se importa com ela (bem ou mal). Eu queria saber sinceramente, você já se pegou pensando dessa maneira em mim?
É só curiosidade, não é nada ligado a amores e tristezas. Não busco descobrir com isso se você me ama ou me odeia. É só curiosidade... Você já se pegou pensando em mim?
domingo, 1 de fevereiro de 2009
O belo de sua morte
(L.A. Lianza)
Belero sempre foi um homem belo... Seus cabelos loiros, olhos verdes azulados, pele macia e nunca foi gordo. Hoje em dia tem o corpo definido o bastante para dizer que “ele cuida do corpo”, mas, não para falar “Rato de academia”. Belero era inteligente, se deu com as mulheres e com os estudos, o filho do orgulho.
Quando Belero nasceu, em um belo dia de 1987 na cidade de Brasília no hospital Sara Kubitscheck o medico pegou o bebê sorridente e disse:
- Mas que belo neném, será um grande homem! Logo lhe digo, não trará trabalho e ainda trará fortuna. Mas que belo Homem! Esse ai, esse eu sinto, é o herói que precisávamos. Mas que belo homem!
Quando Belero foi levado para maternidade uma luz azul do céu veio e de lá um anjo pequeno, de olhos azuis, cabelos cacheados, castanhos claros e a tocar harpa cantou com uma voz linda:
- Mas que beleza estonteante é essa vinda da criança. Sinto-me aqui e adiante, sinto nele a esperança. Mas que menino grandioso, pequeno, mas agradável. É nesse momento honroso que passo a sorte do palpável. Palpável tal que para ele é muito, pois é grande e é bom, palpável tal mesmo enxuto. Canto canto cantarei, digo que ele tem um dom, de Belero nunca esquecerei.
Quando saía de casa o bebe do belo Belero foi surpreendido por mais um. Dessa vez ele veio direto ao garoto, tinha um ar superior, andava de forma correta e impositiva, dos seus olhos viam lavas que explodiam ao longe. Usava um manto branco com prata e andava descalço.
- Desci de longe, da mais alta montanha das montanhas aonde fui esquecido. Vim aqui para falar, esse garoto vou abençoar, pois ele é meu filho e meu escolhido. Quando dezoito ele fizer vou presenteá-lo com a maravilha dos ares, meu outro filho e juntos eles serão grandiosos.
...
Belero tinha um irmão que sempre foi belo, mas nem tanto... Cabelos loiros meio ofuscado, olhos verdes comuns, pele de sempre e corpo aceitável. Hoje em dia tem o corpo de qualquer um que malha. Ele sabia do falavam os acadêmicos e já teve uma namoradinha. Era irmão do filho do orgulho.
Quando o irmão de Belero nasceu, em um dia qualquer de 1989 na cidade de Brasília no mesmo hospital Sara Kubitscheck o médico pegou o bebe e falou:
- É um neném, será um homem. Talvez lhe dê trabalho e deve arrumar um emprego. É um homem mesmo... Esse ai... Bem, é mais dos que já temos, não vou dizer que não é necessário. E até que é bonitinho.
Quando o irmão de Belero foi levado para maternidade uma luz azul do céu veio e de lá um anjo pequeno... Com olhos, cabelos e tocando uma lira falou calmamente:
- Mas que desperdício do meu tempo, é só mais uma criança. Sinto que devo ir adiante, sinto nele uma petulância. Bem é um menino, pequeno e... esse cheiro é desagradável. É nesse momento qualquer, devo cuidar do palpável. Palpável... Bem, acho que me vou... Qual o nome dele mesmo?
Quando saía de casa o bebê irmão de belo belero nunca foi surpreendido por mais um. Nunca veio direto ao garoto um ser que andava de forma alguma, que tinha um ar superior, que com os olhos viam qualquer coisa. Nada de manto branco e prata que andasse descalço.
...
Era quase um belo dia de 2005 quando o belo Belero, menino honroso, bem estudado e galante comemorava seus êxitos na faculdade medicina. Seu irmão, aquele lá, sentia muita pressão, afinal, não tinha êxitos, não tinha nada.
Belero entrou no quarto do irmão e lá estava ele estudando e estudando. Belero o fitou e com toda sua simpatia o fez concordar em deixar de estudar um dia, aquele dia em que a profecia se concretizaria.
Seu irmão tinha um segredo, daquele a se guardar a sete chaves (ou mais). Ele lá dentro guardava aquilo o que o tornava algo mais. Diferente de Belero, que sempre tudo teve, beleza, ciência e todo resto, o seu irmão tinha algo lá no meio, um segredo guardado posto a sair em cheio.
Dentro do irmão de Belero vivia um ser, um herói, um algo mais. Ele era vingativo, orgulhoso, poderoso e impiedoso. Sim, o homem bom que todos teríamos de ser para que enfim existisse um mundo melhor. Lá dentro vivia um ser vazio, negro. Uma mascara flutuante aparecia... Seu nome era Agonia:
- Oh, Belero! Belero! Belero! Há! Oh meu Belero, caro amigo, irmão e camarada. És tão bom pois és dois, mas eu hei de ser três um dia. Há! Há! Há! Quando o sol poente vem, e todos vão dormir, sonhar com aquele alguém, que um dia há de existir. Eu cá em meu canto saio todo em pranto, mas posto a pensar eu começo a divagar. Quando um ser como eu existe, é porque de toda luz vem um escuro, que no mais supérfluo pires existe um ser imundo. E que esse ser! E que esse ser! Há! Esse ser há de um dia mostrar que o nada, o vazio ou mesmo o ninguém um dia hão de pesar. E quando esse dia chegar, que maravilhoso será. Há! Pois lá no fundo! Lá no fundo! Lá no fundo! Há! Quem não é profundo é meu irmão.
Belero pôs a tomar sua xícara de chá, existiam muitas mulheres que com ele queriam se casar. Mas ele havia escolhido a certa, não tão bela, não tão correta, afinal o seu desejo é puro. Claro, só foi namorar depois de muitas mulheres conhecer, entrou em boates e procurou, estudou, aprendeu. Tinha o dom da lábia, alem da beleza, e seu irmão? Bem... Ele até que tinha seu jeito.
O seu irmão sentou à mesa e os dois se postaram a conversar. Era um papo só de um lado, Belero ensinava, mas seu irmão tadinho não entendia. Não que ele não fosse inteligente, mas ele não era Belero.
...
O que maravilha o belo dia de 2005 chegou!
...
Era uma manhã para se comemorar. Afinal aquele dia Belero há de ser presenteado com o mais nobre cavalo. Mas...
Não era um dia tão belo assim, naquela manhã os pais de Belero choravam, seu filho, pobre filho, havia sido morto. Sim! Morto... Seu irmão, triste sabia quem era, afinal era cúmplice. Foi obra de Agonia, o grande herói... Agonia!
Nesse dia, o céu escuro entrou em uma tempestade sem fim. Os sois de todos os homens apagaram, e por um dia... Um dia...
...
No não tão belo dia de 2005 lá no Rio de Janeiro, estava uma senhora chamada Bartolda. Ela era uma senhora muito idosa e bondosa. Seus dezenove filhos foram naquele dia visitá-la, para ver como Bartolda estava.
- Mãe, eu estava tão feliz quando acordei... Do nada me veio algo estranho.
- É, eu senti isso também, acho que um santo morreu.
- Que isso! Sai dessa, que santo o que!
- É, cuidado que falar esse tipo de coisa é heresia.
- Heresia? Pelo amor de deus né? Você ainda ta nessa de igreja?
- Você devia ir à igreja também...
- Mãe! Mãe! Você vai ser vovó!
- Virou pai?
- Mais um neto pra velha.
- Tão falando que até bisneto...
- Quem?
- Olha fofoca!
- Ela só tinha dezessete aninhos...
- Não é tão nova.
- A é sim!
- Mamãe começou aos quatorze...
- Sim, mas olha a época.
- Tenha certeza que isso a setenta anos não era tão estranho não.
- Mamãe? Tudo bem?
...
- Vocês são uns intrometidos, incompetentes. Passei minha vida sofrendo e eu aqui precisando de alento e vocês ai ficam me azucrinando com essas frases descontentes. Ah meus filhos, tantos e tantos e um numero tão bonito e nenhum de vocês aprendeu que para se fazer de um dia belo basta que haja Belero. Caso contrario não que não seria, mas seria somente um dia. Ah meus filhos, cadê a poesia?
...
Naquele dia, o irmão de belo Belero e seu companheiro Agonia foram até hall da sala da casa bacana que Belero havia comprado. Quando distante veio o companheiro dos ares, o filho que deveria servir de amigo a belo Belero, que de tão bom sofria, sofria por não ter ninguém com quem se aventurar, afinal do seu nível ninguém seria.
E aquele presente tão bonito, o irmão falou. Falou a verdade, mas mentiu. Inventou um conto, uma historia infantil. Falou bonito, falou bacana. E contou ao banana que o irmão de Belero (ele) havia provado ser melhor que o belo que naquele dia não havia mais de ser coerente.
Aquele brando e terno amigo, uma arma virou. E em um não tão belo dia de 2005 morreu o belo Belero. Junto com ele a beleza coerente, que agora é só uma corrente de poucos que buscam a proeza de um pouco de beleza de Belero roubar. Mas o belo que se apresentou então, era mais antigo, mais sutil, um rufião. Era Agonia, o belo então presente, com seu companheiro o irmão de Belero e sua arma a maravilha dos Céus. E muitas aventuras então eles cometerão trazendo ao universo um som, um trovão.
(L.A. Lianza)
Belero sempre foi um homem belo... Seus cabelos loiros, olhos verdes azulados, pele macia e nunca foi gordo. Hoje em dia tem o corpo definido o bastante para dizer que “ele cuida do corpo”, mas, não para falar “Rato de academia”. Belero era inteligente, se deu com as mulheres e com os estudos, o filho do orgulho.
Quando Belero nasceu, em um belo dia de 1987 na cidade de Brasília no hospital Sara Kubitscheck o medico pegou o bebê sorridente e disse:
- Mas que belo neném, será um grande homem! Logo lhe digo, não trará trabalho e ainda trará fortuna. Mas que belo Homem! Esse ai, esse eu sinto, é o herói que precisávamos. Mas que belo homem!
Quando Belero foi levado para maternidade uma luz azul do céu veio e de lá um anjo pequeno, de olhos azuis, cabelos cacheados, castanhos claros e a tocar harpa cantou com uma voz linda:
- Mas que beleza estonteante é essa vinda da criança. Sinto-me aqui e adiante, sinto nele a esperança. Mas que menino grandioso, pequeno, mas agradável. É nesse momento honroso que passo a sorte do palpável. Palpável tal que para ele é muito, pois é grande e é bom, palpável tal mesmo enxuto. Canto canto cantarei, digo que ele tem um dom, de Belero nunca esquecerei.
Quando saía de casa o bebe do belo Belero foi surpreendido por mais um. Dessa vez ele veio direto ao garoto, tinha um ar superior, andava de forma correta e impositiva, dos seus olhos viam lavas que explodiam ao longe. Usava um manto branco com prata e andava descalço.
- Desci de longe, da mais alta montanha das montanhas aonde fui esquecido. Vim aqui para falar, esse garoto vou abençoar, pois ele é meu filho e meu escolhido. Quando dezoito ele fizer vou presenteá-lo com a maravilha dos ares, meu outro filho e juntos eles serão grandiosos.
...
Belero tinha um irmão que sempre foi belo, mas nem tanto... Cabelos loiros meio ofuscado, olhos verdes comuns, pele de sempre e corpo aceitável. Hoje em dia tem o corpo de qualquer um que malha. Ele sabia do falavam os acadêmicos e já teve uma namoradinha. Era irmão do filho do orgulho.
Quando o irmão de Belero nasceu, em um dia qualquer de 1989 na cidade de Brasília no mesmo hospital Sara Kubitscheck o médico pegou o bebe e falou:
- É um neném, será um homem. Talvez lhe dê trabalho e deve arrumar um emprego. É um homem mesmo... Esse ai... Bem, é mais dos que já temos, não vou dizer que não é necessário. E até que é bonitinho.
Quando o irmão de Belero foi levado para maternidade uma luz azul do céu veio e de lá um anjo pequeno... Com olhos, cabelos e tocando uma lira falou calmamente:
- Mas que desperdício do meu tempo, é só mais uma criança. Sinto que devo ir adiante, sinto nele uma petulância. Bem é um menino, pequeno e... esse cheiro é desagradável. É nesse momento qualquer, devo cuidar do palpável. Palpável... Bem, acho que me vou... Qual o nome dele mesmo?
Quando saía de casa o bebê irmão de belo belero nunca foi surpreendido por mais um. Nunca veio direto ao garoto um ser que andava de forma alguma, que tinha um ar superior, que com os olhos viam qualquer coisa. Nada de manto branco e prata que andasse descalço.
...
Era quase um belo dia de 2005 quando o belo Belero, menino honroso, bem estudado e galante comemorava seus êxitos na faculdade medicina. Seu irmão, aquele lá, sentia muita pressão, afinal, não tinha êxitos, não tinha nada.
Belero entrou no quarto do irmão e lá estava ele estudando e estudando. Belero o fitou e com toda sua simpatia o fez concordar em deixar de estudar um dia, aquele dia em que a profecia se concretizaria.
Seu irmão tinha um segredo, daquele a se guardar a sete chaves (ou mais). Ele lá dentro guardava aquilo o que o tornava algo mais. Diferente de Belero, que sempre tudo teve, beleza, ciência e todo resto, o seu irmão tinha algo lá no meio, um segredo guardado posto a sair em cheio.
Dentro do irmão de Belero vivia um ser, um herói, um algo mais. Ele era vingativo, orgulhoso, poderoso e impiedoso. Sim, o homem bom que todos teríamos de ser para que enfim existisse um mundo melhor. Lá dentro vivia um ser vazio, negro. Uma mascara flutuante aparecia... Seu nome era Agonia:
- Oh, Belero! Belero! Belero! Há! Oh meu Belero, caro amigo, irmão e camarada. És tão bom pois és dois, mas eu hei de ser três um dia. Há! Há! Há! Quando o sol poente vem, e todos vão dormir, sonhar com aquele alguém, que um dia há de existir. Eu cá em meu canto saio todo em pranto, mas posto a pensar eu começo a divagar. Quando um ser como eu existe, é porque de toda luz vem um escuro, que no mais supérfluo pires existe um ser imundo. E que esse ser! E que esse ser! Há! Esse ser há de um dia mostrar que o nada, o vazio ou mesmo o ninguém um dia hão de pesar. E quando esse dia chegar, que maravilhoso será. Há! Pois lá no fundo! Lá no fundo! Lá no fundo! Há! Quem não é profundo é meu irmão.
Belero pôs a tomar sua xícara de chá, existiam muitas mulheres que com ele queriam se casar. Mas ele havia escolhido a certa, não tão bela, não tão correta, afinal o seu desejo é puro. Claro, só foi namorar depois de muitas mulheres conhecer, entrou em boates e procurou, estudou, aprendeu. Tinha o dom da lábia, alem da beleza, e seu irmão? Bem... Ele até que tinha seu jeito.
O seu irmão sentou à mesa e os dois se postaram a conversar. Era um papo só de um lado, Belero ensinava, mas seu irmão tadinho não entendia. Não que ele não fosse inteligente, mas ele não era Belero.
...
O que maravilha o belo dia de 2005 chegou!
...
Era uma manhã para se comemorar. Afinal aquele dia Belero há de ser presenteado com o mais nobre cavalo. Mas...
Não era um dia tão belo assim, naquela manhã os pais de Belero choravam, seu filho, pobre filho, havia sido morto. Sim! Morto... Seu irmão, triste sabia quem era, afinal era cúmplice. Foi obra de Agonia, o grande herói... Agonia!
Nesse dia, o céu escuro entrou em uma tempestade sem fim. Os sois de todos os homens apagaram, e por um dia... Um dia...
...
No não tão belo dia de 2005 lá no Rio de Janeiro, estava uma senhora chamada Bartolda. Ela era uma senhora muito idosa e bondosa. Seus dezenove filhos foram naquele dia visitá-la, para ver como Bartolda estava.
- Mãe, eu estava tão feliz quando acordei... Do nada me veio algo estranho.
- É, eu senti isso também, acho que um santo morreu.
- Que isso! Sai dessa, que santo o que!
- É, cuidado que falar esse tipo de coisa é heresia.
- Heresia? Pelo amor de deus né? Você ainda ta nessa de igreja?
- Você devia ir à igreja também...
- Mãe! Mãe! Você vai ser vovó!
- Virou pai?
- Mais um neto pra velha.
- Tão falando que até bisneto...
- Quem?
- Olha fofoca!
- Ela só tinha dezessete aninhos...
- Não é tão nova.
- A é sim!
- Mamãe começou aos quatorze...
- Sim, mas olha a época.
- Tenha certeza que isso a setenta anos não era tão estranho não.
- Mamãe? Tudo bem?
...
- Vocês são uns intrometidos, incompetentes. Passei minha vida sofrendo e eu aqui precisando de alento e vocês ai ficam me azucrinando com essas frases descontentes. Ah meus filhos, tantos e tantos e um numero tão bonito e nenhum de vocês aprendeu que para se fazer de um dia belo basta que haja Belero. Caso contrario não que não seria, mas seria somente um dia. Ah meus filhos, cadê a poesia?
...
Naquele dia, o irmão de belo Belero e seu companheiro Agonia foram até hall da sala da casa bacana que Belero havia comprado. Quando distante veio o companheiro dos ares, o filho que deveria servir de amigo a belo Belero, que de tão bom sofria, sofria por não ter ninguém com quem se aventurar, afinal do seu nível ninguém seria.
E aquele presente tão bonito, o irmão falou. Falou a verdade, mas mentiu. Inventou um conto, uma historia infantil. Falou bonito, falou bacana. E contou ao banana que o irmão de Belero (ele) havia provado ser melhor que o belo que naquele dia não havia mais de ser coerente.
Aquele brando e terno amigo, uma arma virou. E em um não tão belo dia de 2005 morreu o belo Belero. Junto com ele a beleza coerente, que agora é só uma corrente de poucos que buscam a proeza de um pouco de beleza de Belero roubar. Mas o belo que se apresentou então, era mais antigo, mais sutil, um rufião. Era Agonia, o belo então presente, com seu companheiro o irmão de Belero e sua arma a maravilha dos Céus. E muitas aventuras então eles cometerão trazendo ao universo um som, um trovão.
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